… é nas voltas constantes ás origens, que nos aproximamos mais de saber, pelo sentir, se além da nossa origem também é o nosso continum ou possível futuro, essa nossa origem. E cada vez mais creio que não é pelo facto de se nascer num sitio, que obrigatoriamente esse mesmo sitio seja o teu porto de abrigo da tua vida…

Gosto muito daqueles arcos e de todas as vezes que passei ao lado deles, a caminho da escola e ainda outras vezes com vontade de os subir – há muitos anos era possível! – o peso a mais e algum receio da altura, sempre me convenceu a não o fazer.

Elvas não sendo propriamente no meio do campo, mas sempre teve muralhas e fossos e jardins e planaltos e espaços grandes, para onde fugíamos quando éramos putos e brincávamos sem pensar e sem parar a outros mundos, outros sítios que não aquele onde estávamos em Elvas… depois os mundos crescem, fazem-se outros  e sonham-se outros, tirando aqueles que se desmoronam perante nós… e vamos percebendo que o nosso mundo se distância da nossa origem

 

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