Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é o dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama

Entre outras andanças, tenho o prazer de começar o ano a terminar a criação de um trabalho conjunto com a minha amiga e colega de teatrices, Magda Dimas. Um sonho que se torna realidade. Uma loucura – talvez como a dos lusitanos de outros tempos – que chega a bom porto, e ainda não é o da índia – mas lá chegaremos.

Uma odisseia que vai chegar ao fim no dia 8 de Fevereiro, no Agrupamento de Escolas do Teixoso, numa cooprodução com a ASTA, Covilhã.

Os lusíadas | Conferência Animada, é uma espectáculo de teatro, formas animadas e vídeo onde de uma forma divertida, dinâmica e contemporânea, podemos acompanhar a viagem de Vasco da Gama e da sua armada á India.

Dois conferencistas, a Drª Lusía e o Prof. Das, apresentam uma história com séculos de existência sobre a valentia do povo português na sua odisseia pelos mares nunca antes navegados. Todo o ambiente fantástico desta obra será realizado através de máscaras, da manipulação e animação de pequenos barcos e bonecos representando a tripulação e a armada lusitana.
Um aquário planisfério serve de cenário e animação ao espectáculo que é acompanhado de imagens e vídeos documentais, explicativos de todo a historia dos Lusíadas de Luis Vaz de Camões.

Claro que o espectáculo se encontra para venda e se o quiserem divulgar 😉

https://lusiadasanimado.wixsite.com/conferencia

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Depois daquele dia e da história do homem água que o meu avô me contará, eu nunca mais fui o mesmo e a minha vida mudou.

Seis anos depois, a convite da ENA – Agência de Energia e Ambiente da Arrábida,  o espectáculo O homem que queria ser água volta à cena,
pelas 17h do dia 28 de Novembro na Biblioteca Municipal de Palmela.

6 anos depois o espectáculo foi recriado. Além da narração da história do personagem Agua e da sensibilização para o mundo da água e para as questões ambientais, o conto digital criado a partir do próprio espectáculo e reconhecido internacionalmente pela Electronic Literature Collection 3, integra agora a ação. 

O conto digital é projectado em cena, juntamente com a performance do actor.
O mundo da personagem em 2 registos simultâneos: o da personagem e a virtualidade do seu pensamento e imaginação. Um espectáculo que  simultaneamente conta a sua própria história numa animação digital.

Uma proposta que põe em causa os limites do teatro, a dramaturgia da cena e a própria narrativa. Aliciando o espectador numa narrativa transdisciplinar, escolhendo a forma como quer seguir a história do homem que passou a sua vida, a estudar a natureza com o propósito de se transformar em água. 


Apareçam! A entrada é livre 😉

Site do espectáculo, aqui.
Vídeos do conto digital projectados em cena:

No próximo dia 21 de Novembro, terá lugar a 4ª e última sessão das Water Talks. O convidado é o Biólogo e Instrutor de Mergulho, Nuno Coelho. A água também é todo um mundo subaquático, rico em fauna e flora, com tesouros de barcos de outros tempos e muitos plásticos da actualidade. Um mundo desconhecido para a grande maioria de todos nós.

Nuno Coelho irá abordar a água, segundo essa visão subaquática. Uma partilha da experiência e consciência do que se sente e vê, com particular incidência no lixo que se encontra nos mares.

Eu e o Nuno, além de amigos de longa data, temos um curso de teatro em conjunto, alguns espectáculos e colaborações…  e ambos, de forma diferente, uma grande ligação com a água. Foi também o Nuno, como contador de histórias da tradição oral, que me orientou no inicio de todo este projecto – os ensaios do espectáculo O homem que queria ser água –  curiosamente, 6 anos depois, volta à cena no dia 28 de Novembro na Biblioteca Municipal de Palmela.

Além deste ciclo de conversas terminar com uma visão diferente sobre a água,  também a água dará origem a  uma conversa teatral de amigos e sonhadores.  Onde? No sitio do costume – Roca Lisboa Gallery – onde as pessoas nos tratam com um sorriso nos lábio e tudo flui como a água. Como sempre as inscrições são gratuitas e obrigatórias, aqui.

De ante mão, um obrigado a todos aqueles que me acompanham desde a 1ª conversa e à Sónia que me lançou o desafiou. Grato!

As Water Talks estão de regresso já no próximo dia 19 de Setembro, pelas 18:30 na Roca Gallery, Restauradores, Lisboa. Esta sessão contará com a presença do primeiro convidado das sessões, o Prof. José Moura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNLisboa.

José Moura irá abordar, do ponto de vista químico, a água como uma substância surpreendente com propriedades únicas e de enorme importância para os seres vivos.

José Moura é também um dos responsáveis pelo espectáculo O homem que queria ser água, que deu origem a todo o projecto, incluindo as Water Talks.
O projecto O homem que queria ser água, promove uma consciencialização artística em torno da ontologia da água, mais info aqui.

Vagas limitadas por isso as inscrições são obrigatórias, apesar de gratuitas aqui.

Be Water! My Friend!

As Water Talks despedem-se até 19 de Setembro quando terá lugar a 2ª Sessão, com o primeiro convidado, o Prof. José Moura, Químico e Director da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da U. Nova Lisboa  que abordará a água segundo as suas características ímpares como substância e elemento químico.

O meu agradecimento a todos os presentes na 1ª sessão das Water Talks e a toda a equipa da Roca Gallery.

 

A relação do homem com a água tem vindo a modificar-se ao longo dos últimos séculos. A humanidade perdeu o contacto espiritual com o arquétipo da água e, num futuro muito próximo, arrisca-se a perder o elemento físico que é a água.

As Water Talks têm como ponto de partida o acréscimo da presença da água como matéria na investigação e na arte contemporânea do Século XXI, os problemas ecológicos e de sustentabilidade ambiental, bem como um trabalho pessoal, com mais de 6 anos, de sensibilização artística sobre a ontologia da água, o projecto O homem que queria ser água.

O aumento da presença da água na arte contemporânea deve-se principalmente às mudanças tecnológicas e científicas, aos novos meios de codificação da informação, aos problemas ecológicos, à privatização e a uma nova consciência do individuo e da humanidade. A água constitui para um grande número de investigadores e artistas contemporâneos um elemento material que tem a capacidade de ligar a experiência do mundo actual com um sentido profundo e primogénito da mudança, do devir, de uma relação do ser humano com o tempo e com a natureza.

As Water Talks são constituídas por um ciclo de 4 sessões, cada uma delas com temáticas diferentes e 3 convidados especialistas que aprofundarão os temas apresentados na primeira sessão.

Talk 1 | 13 Julho
Nesta primeira conversa serão abordados os assuntos e as temáticas do texto anterior. Como forma de aliciar as pessoas para as seguintes conversas, onde esses assuntos serão tratados mais aprofundadamente por especialistas nos mesmos.

Talk 2 | 19 Setembro
Será abordada a água como elemento da natureza. A sua origem, o seu valor, as suas qualidades e características ímpares, o seu arquétipo de movimento, o líquido dos sonhos e dos devaneios, a mediadora da vida e da morte e a sua simbologia para o homem. A Memória da Água – desde um ponto de vista científico serão abordados conceitos de phenomenology, fluxo, flowforms, memória da água e ressonância.

Talk 3 | 19 Outubro
A terceira conversa centra-se na tecnologia e nas tecnologias de informação, nos videojogos e no papel da água na arte contemporânea, incorporando-se como interface, meio e presença material, avaliando os processos como componentes da obra de arte.

Talk 4 | 21 Novembro
Segue-se a quarta e última conversa onde colocaremos em questão o papel da arte, da ciência e dum pensamento holístico ou consciência associada, não esquecendo que a água suscitou a curiosidade, a sensibilidade, a espiritualidade e a criatividade da humanidade desde a sua origem.

As inscrições são obrigatórias e gratuitas no site da Roca, aqui .

Mais info no site: