Monthly Archives: Setembro 2012

Porque sorrir é um bom remédio.

Porque é tempo de ajudarmos os outros a sorrir.

Sorria pela sua saúde.

…arranquei aos poucos – também não sabia bem o que por eles poderia fazer e se o queria fazer… mas desde o verão que me tenho ouvindo, tentando perceber e tentando percebe-los, e compreender…

Mas cada vez sinto e sei que este trabalho me assenta bem e é uma sombra do caminho que sempre fiz para mim, para os meus projectos, mas poucas vezes para os dos outros… Mas que sem duvida sempre existiu em mim… e agora ganhou uma nova forma e dimensão – e mais irá ganhar ainda! – Desde o verão que estou encarregue e a trabalhar na produção dos Remédios do Riso | Doutores Palhaços.

E é em visitas como a que eles fizeram hoje no Hospital do Espírito Santo, em Évora ou as que fizeram a semana passada em Lisboa, no Hospital da CUF Descobertas, que vejo e sinto, no sorriso das crianças hospitalizadas, dos seus pais e de toda a equipa do hospital que com eles se cruza e logo estica os lábios, que estou bem a fazer o que estou a fazer com eles. E todos os dias, darei o meu melhor para poder ajudar a fazer sorrir mais.

Encaro o papel de produtor como uma espécie de Robin Hood dos nossos tempos… Em que tal como ele fazia, o produtor também rouba a quem mais tem, para dar a quem tem menos…

Como diria uma amiga minha, lá estás tu com a mania de te justificares…

Mas não se trata de uma justificação – é sim uma partilha. Porque sempre encarei e encaro a vida, como uma partilha constante de emoções, sensações e experiencias. E se todos partilhássemos…

Também porque vos quero sensibilizar para esta nova profissão dos Doutores Palhaços, que por todo o mundo – e no nosso pais já temos alguns exemplos disso também –  está a crescer e a ajudar a sorrir. Que vários estudos, pareceres técnicos e clínicos vem defender como uma mais valia para as crianças e pessoas hospitalizadas… e porque não dizê-lo: para todos nós.

E se assim acharem e quiserem, visitem a página, cliquem um like, façam-se sócios, ajudem ou simplesmente sorriam – porque sem duvida que sorrir é um bom remédio 😮

http://www.facebook.com/remediosdoriso

 

Pois é!… não apresentámos alternativas, nem soluções ao que se está a passar no estado português, numa manifestação organizada pela sociedade civil. Creio que foi e será sempre difícil remendar, reestruturar, reconstruir e projectar, seja aquilo que for, partindo de situações injustas, corruptas e de interesses vários, menos o do comum cidadão… e onde este ultimo pouco poder têm, a não ser em massa…

Mas custa-me perceber que há pessoas que não entendem e ainda criticam o seu semelhante por tentar fazer alguma coisa – e elas próprias também não apresentarem alternativa alguma, além de criticar. – Não será esta sim uma atitude deverás pouco construtiva?… Custa-me perceber que essas pessoas gostem de ser roubadas, enganadas e empaladas a torto e a direito e não entendam que não podem estar bem, porque se os seus amigos não estão, eles também o não podem estar… Serão elas seres iluminados e todos nós estaremos numa qualquer escuridão?

 

O que senti ontem no meio da multidão, foi esperança! As pessoas enfrentaram o medo… Esperança – sem duvida que não se sabe exactamente no quê! Mas estavam na rua para dizer isso mesmo… E isto sim, parece-me ser uma atitude construtiva e que pode alargar horizontes…

Pergunto-me se no tempo das descobertas quando conquistámos o mundo… se esses portugueses não tinham de ter esperança para fazer o que não sabiam que ainda iriam fazer…

Mas gostava que esta manifestação não ficasse por aqui… e que principalmente as pessoas acordassem e voltassem a sorrir como no dia de ontem. Talvez só assim se consigam novos diálogos, novos caminhos e consciências…

Vou!

.. embora não concorde muito com estas manifestações do século passado e aos sábados ainda por cima!, – quando os nossos políticos vão para os Allgarves, nos seus novos carros, jogar golfe e afins… Parece-me mais profícuo algo que fosse mais cri_ativo, – não sei o quê exactamente… mas acreditem que penso nisso e estou aberto a sugestões e idéias desde que não sejam violentas, destrutivas ou que ponham em causa a integridade de quem quer se seja… Mas sim, algo mais cri_ativo, que deixasse marcas visíveis e não apenas nos mídia que além de as manipularem, pouco tempo depois caem no esquecimento geral…

Quantas manifestações já tivemos desde o inicio deste ano?, quais as avaliações desses resultados?, quais as consequências?, quais as directrizes resultantes?…

Mas vou… Por mais zen que possa estar, não sou indiferente ás alterações do nosso dia a dia – muito pelo contrario! Vou… Por mais que não concorde com o nome desta manifestação, pois para mim o principal problema não é a Troika, mas sim os governantes que todos elegemos – pois! – desde o 25 de Abril dos cravos… e em geral por um sistema, corrupto, descontextualizado da realidade e por isso mesmo senil – que só por teimosia, falta de civismo, respeito pelo outro e pouca vontade de ajudar o povo onde se nasceu e vive, não se quer reconhecer…

Se é a forma que por agora temos de manifestar a nossa angustia, os nosso receios e protestos, vou. Mas gostava que algo mais acontecesse, além da manifestação em si – e não me interpretem mal: é sempre bom encontrar velhos amigos e fazer outros novos, além dos do Facebook.

Talvez seja mesmo isso que muitos de nós precisamos… perceber e sentir a energia de tantos como nós que temos os mesmos pensamentos e sentires e por mais que as emoções e a energia passe por aqui… não há nada como sentir e fazer sentir a de todos juntos!

Porque me parece importante que volte a cheirar a povo, que é uma coisa que nos esquecemos que somos todos… E porque estamos cá para não cometer vezes sem conta os mesmos erros…ou estamos?

 

Já faz uns quantos anos… ia eu a a subir as escadas do prédio do Rato. A bufar, a mandar vir e a barafustar pela vida que tinha…

Quando meti a chave na porta e entrei, o meu irmão Espiga – que já está algures a sorrir para todos nós – perguntou-me: Porque vens a barafustar António? – era como ele me chamava para me chatear…

Eu olhei para ele e pouco ou nada consegui articular – além de já não precisarmos de muitas palavras para comunicar,  não teria quaisquer argumentos para ele…

Ele apenas sorriu e disse-me: Estás vivo – vive! Olha para mim que tenho de lutar pela minha própria existência e não me queixo como tu!…

Nesse dia apreendi uma das maiores lições de vida… So let´s do it!