Monthly Archives: Dezembro 2013

Belos arcos da Amoreira
Foram feitos à aventura,
Por baixo terra real
Caminho da sepultura.

Da boca da minha mãe – 75 anos ( Provavelmente do Cancioneiro Geral )

 Não me dei ao trabalho de fazer Scroll no meu blogue… mas recordo que uns 2 ou 3 anos antes, escrevia num post de boas festas que: as viagens eram trocas de energia entre os locais, protagonizadas e só possíveis pelos viajantes – esses actores que procuram as suas próprias personagens ou pedaços delas, por onde vão passando… e é nessas incursões pelos lugares, pelos sítios, pelos cheiros, pelas cores, pelas ruínas, pelas recordações das vozes de outros tempos, e pelos sorrisos que ainda ecoam nos becos sem saída, que se vão juntando aos poucos e percebendo quem na realidade somos… o que é que na realidade faz o actor poder ser essas tantas personagens…

E regresso, mais uma vez… de uma dessas viagens, onde procurei ainda os restos das personagens que já fui, os sorrisos que já não consigo ouvir ou as recordações que já são tão fugazes – como a roupa que nos vai deixando de servir pela passagem do tempo, as próprias recordações também já não vão encaixando na memória de quem as pensa… não por qualquer patologia, mas sim porque deixamos ir personagens, perdemos os papeis de tantas outras e porque deixamos o actor escolher novas.

Recordo ainda vagamente que nesse post antigo, me despedia dizendo que pensava em vocês… numa fotografia que me fazia rir, numa memória de uma conversa telefónica, num pensamento energético que nos faz cruzar no universo, pelo sentir do coração…e porque principalmente e como me disse o Ricardo: quando viajo nunca estou solo.

… e talvez porque seja Na tal data que tudo é mágico, e que eu assim desejaria que fosse… deixo-vos o meu carinho e o desejo que nos vossos corações esteja um sorriso quente….

Thousands have lived without love, no one without water…[1]

Estou a fazer uma inquérito de pesquisa para a dissertação de Mestrado em Ciências da Comunicação: Água, Arte e Consciência no Sec. XXI | O papel da tecnologia no fluxo da natureza (nome provisório).

O inquérito é anónimo e os dados servem para obter uma ideia geral do conhecimento comum que as pessoas têm sobre a água.

Nem 2 minutos deve levar a responder…
Existem perguntas simples, outras curiosas e outras ainda, para fazer pensar… todas sobre a água, fluidas…  Depois de responder, pode ver as respostas certas.

Se quiser dar-me uma ajuda no trabalho, agradeço!,
bem como encaminhar o inquérito a outras pessoas, se achar por bem 🙂

Desde já, o meu obrigado!

https://docs.google.com/forms/d/1eZBaYOPwZf3Gp57V7SYL7Y9F6nRSUNe26KGEbQ7_iSQ/viewform

[1] W. H. Auden, introdução do documentário Flow – For the Love of water, 2008. http://vimeo.com/23581589.