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Faz no próximo dia 15 de Dezembro, 8 anos que estreou o espectáculo O homem que queria ser água, no espaço Ágora da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Campus da Caparica.
Um convite do Professor José Moura, para as comemorações do Ano Internacional da Química, onde a água tinha um papel primordial. Convite pelo qual serei eternamente grato.

Há mais de 8 anos que venho investigando, pesquisando e recriando de uma forma artística e de consciencialização a água e as questões ambientais.
Creio que ainda nem se falava muito nisso… Recordo que nos primeiros espectáculos, as pessoas olhavam-me com desconfiança e incredibilidade:
este gajo deve estar louco… Hoje em dia, noto uma diferença – a identificação das pessoas para as questões apresentadas, bem como a assimilação da informação cientifica é maior.

O espectáculo deu origem ao inicio de um projecto. Desde 2011 que o projecto
O homem que queria ser água vem promovendo uma consciencialização e sensibilização artística em torno da água e das questões ambientais. Nestes 8 anos, criou 3 textos, 2 dos quais são espectáculos de teatro – o Homem que queria ser água e AguaFontes; um conto infantil – O rapaz que se transformou em água; o ARG L´Aqva; uma Tese de mestrado em Ciências da Comunicação; @gua_um conto digital – animação hipermídia reconhecida internacionalmente, integrada na Electronic Literature Collection III e as Conferências Water Talks: Água, Arte e Consciência no Séc XXI, publicadas em suporte papel e digital.

Nestes 8 anos, e por ter andado por vários círculos institucionais, congressos e eventos relacionados com a água, sempre tive a sensação de ser uma espécie de ovelha negra, pois era o único a falar e dar o valor a este liquido impar e vital. Porque de resto, são sempre nomeadas as estatísticas, os números e as novas oportunidades de um sector em expansão… não é por acaso que a água é considerada o ouro azul.

Presentemente equaciono-me muito por este papel de alerta e sensibilização. Toda esta historia das alterações climáticas, ultimamente é vista como piada e chacota, além de um próspero negócio para pessoas, empresas e marcas que se dizem bio, recicladas e sustentáveis…

Por vezes penso que já não vale muito a pena… as pessoas só aprendem quando batem com a cabeça na parede… há uma ordem natural das coisas acontecerem e o ser humano nunca foi muito esperto em evitá-las… além de que os governos preferem continuar com interesses e subterfúgios, a tomar medidas efectivas.
E cada vez menos, se poderá alterar e fazer frente às forças da natureza e do tempo. James Lovelok disse numa entrevista “ Acho que ainda não evoluímos ao ponto de sermos suficientemente inteligentes para lidar com uma situação complexa como as mudanças climáticas.”

Contudo o projecto segue vivo, fluindo quando pode… E além de algumas ideias que me assaltam o pensamento, o espectáculo O homem que queria ser água, mantêm-se actual e na ordem do dia, infelizmente…

No próximo ano, irá ser apresentado em algumas escolas do 2º e 3º ciclos dos Municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal, integrado no Concurso “Água para todos”, uma acção de sensibilização da responsabilidade da ENA – Agência de Energia e Ambiente da Arrábida.

A todos aqueles que durante estes 8 anos, de alguma forma fluíram comigo,
o meu sincero agradecimento.

Be water! My friend!

 

Be Water! My Fiend!

Neste dia Nacional da água – 1 de Outubro – sinto que a mesma tem ficado um pouco em segundo plano nesta nova telenovela das alterações climáticas…
Talvez porque me toque mais – o projecto O homem que queria ser água                (
https://homemahgua.wixsite.com/teatro ) faz este ano 8 anos. 8 anos de pesquisas e inquietações sobre este líquido ímpar e vital. Contudo, a capa do Courrier Internacional deste mês – de onde são as fotografias – corrigiu o meu pensamento e volta a pôr em causa, quanto a mim, um verdadeiro problema vital que nos seca a passos largos… 

Acredito na ação e culpa do homem nestas questões ambientais – apesar de alguns cientistas dizerem que sempre houve alterações climáticas, que o que está a acontecer tem a ver com a alteração do eixo da terra, com manchas solares e raios galácticos… apesar do CO2 ser uma pequena parte da nossa atmosfera e por isso não poder ter este efeito de aquecimento sugerido, apesar dos modelos climáticos não serem de confiança e de alguns outros cientistas – estando ou não comprados/manipulados – lançam o pânico no sentido do aquecimento global. O medo, essa coisa que sempre fez e fará mover multidões…
Não se esqueçam que com o aquecimento da temperatura, a evaporação da água e a sua procura será bem maior. 

Mas apesar de tudo isto, acredito que os incêndios, a desflorestação, a poluição, a destruição e abolição de nascentes, os desvios de cursos de água, o não tratamento de resíduos, o consumismo de nós todos, as poucas políticas e directivas ecológicas, bem como os monopólios de grandes marcas, entre outras tantas coisas, afetam – sobremaneira – o ecossistema da terra. 

Gosto muito do James Lovelok, britânico, ambientalista e pesquisador independente, que escreveu o livro A vingança da Terra, onde a Terra é considerada um superorganismo – Gaia (terra para os antigos Gregos). Um sistema complexo, integrado e autorregulado, em que os seus organismos vivos e o seu ambiente físico evoluem sofrendo influencias recíprocas que objectivam a preservação da vida. Lovelok diz que hoje em dia “sabemos que a Terra, efectivamente, se autorregula, mas descobrimos demasiado tarde que essa regulação está a falhar e que o sistema da Terra avança rapidamente para um estado critico que colocará em perigo a vida que alberga”.
…. o que me parece bastante lógico e natural, porque vamos ver… tudo tem uma acção>reação! Se eu por exemplo te der uma chapada, tu vais devolver-me outra… ou pelo menos vais ficar com a cara vermelha e a latejar, e é se não te soltar o sangue do nariz, porque a minha mão é grande…

Sobre a Greta não falo… gostava de não pensar nisto, mas por vezes tenho a sensação que toda esta telenovela da emergência climática, é uma manobra de dispersão para surgir algo – que seja ele o que for, não será bom concerteza…

Water Talks
Be Water! My Friend!

As conferências Water Talks | Água, Arte e Consciência no Século. XXl, que no passado ano de 2017, deram voz a esse elemento vital que nos é a água, num contexto ontológico, artístico, académico e tecnológico, regressam no próximo dia 23 de Outubro. Desta vez para o lançamento da publicação com o mesmo nome das conferências, como resultado e compilação das temáticas abordadas, quer por António Abernú, quer pelos convidados José Moura, Francisco Merino e Nuno Coelho. A publicação conta com fotografias de Ricardo Negrete, um apaixonado fotógrafo espanhol e um exímio trabalho gráfico de Nuno Pais, numa publicação do Lisboa Roca Gallery.

Para comemorar o lançamento, nesta sessão será feita uma retrospectiva do projecto O Homem que queria ser água – que promove uma sensibilização artística em torno da água e das questões ambientais. Um projecto com 7 anos de existência, apoio institucional da comissão nacional da Unesco, e que está na origem destas mesmas conferências. Desde o início do projecto, passando pelos espectáculos e acções: história, imagens, vídeos, até ao visionamento da animação hipermídia interactiva @gua_um conto digital, que foi reconhecida internacionalmente e faz parte da colectânea Electronic Literature Collection 3, da Electronic Literature Organization | Washington State University Vancouver. Será feita uma viagem por todo este projecto e universo artístico da água.

Desde já, sintam-se convidad@s 😉
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