como uma selfie

Já não dá para estar em tronco nú e a janela já não tem as duas portadas abertas… o vento que corre sempre aqui, já se fez fresco demais e o espirro que sai é disso prova…. as pernas em cima da mesinha de apoio já mostram os dedos dos pés a mexerem para ver se aquecem da aragem… a máquina em cima das pernas, ajuda a equilibrar o balanço do martelar nas teclas… o pensamento sai do encosto da cabeça do sofá e projecta imagens vossas, sentimentos que vêm, que vão… e que me fazem aquecer o sorrir, cortados pelo saber do que está para vir, do que vai vir… a chama da vela que dança ao som da voz do Camané confunde-se com o fumo que me sai da boca… e o cheiro das bolachas de cacau percorreu o corredor até aqui à sala… no mesmo tempo em que o chá se fez anunciar que está a ferver…

…e sei sem duvida alguma, que já é setembro

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