Tu sabes que tu és! Tu tens de trabalhar. Tu dizes que tens de encontrar mais tempo no tempo. Tu percorres as ruas em mundos paralelos e tu sabes que no entanto tu vais na rua. Tu dizes que perdes muito tempo a pé, nesses mundos em que tu sabes que estas a caminhar pela rua. Tu pensas que crias as coisas e tu acabas por criar, tu és.

Tu sabes que tu tens de te reinventar. Mas tu sabes que a reinvenção é tu teres de aceitar quem tu és. Tu pensas que tu já fizeste de tudo o que tu podias fazer, mas tu esqueces-te que tu sabes que tu ainda podes fazer tanto porque tu te tens sempre a ti para poderes ser outro tu, tu mesmo!

Tu escavas, esburacas e esticas os teus neurónios, a um ponto que só tu sabes que eles esticam. Mas tu sabes que fazes mal, tu violentas-te, porque tu sabes que o teu caminho não é esse. Tu vais vingar. Tu tentas dormir, mas tu tens a cabeça tão on que tu só consegues pegar num lápis e escrever-te a ti, esse tu que sabes que és.

 

In revisitação a “O passageiro da noite” de Gao  Xingjiang

 

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