A arte deve ser a catalisadora e o acelerador da nossa capacidade humana de sentir, pensar e actuar, porque o acto pulsional entre o quotidiano, a arte e vida, na verdade não tem intermediários. É um fluir constante.

 Guyla Kosice

Os objectos artísticos, sejam eles quais fores, são sempre o resultado de um processo criativo. Um processo criativo, tal como o nome indica, é um processo. O projecto Entre, Ler e Diálogos é um exemplo disso mesmo.

Uma peça sonora e um video projectado sobre folhas de livros, que resulta de várias fases de um processo de depuração de entrevistas, resultantes de um outro processo de arqueologia relacional, sobre as ligações que as pessoas criam com os livros – neste caso os leitores de um mesmo livro de uma biblioteca.

Muito material podia ser apurado e criar um desenrolar de curiosidades, particularidades e modos de ser, sobre os utilizadores das biblioteca… No caso deste projecto, cingiu-se o material de trabalho ao livro em causa.

Talvez sempre me interessaram mais os processos criativos propriamente, do que os objectos artísticos resultantes – e não me interpretem mal… mas creio que é durante o processo que os conceitos, os materiais (sejam inanimados, sejam vivos) se moldam, se quebram, se recriam, se reinventam… é um processo rico em descobertas, em desilusões e sonhos…

F. Kittler diz-nos que “a ‘obra’ está a ser varrida pelo digital…”.
Embora num prisma um pouco diferente, mas é o que acontece neste processo, onde o livro de Daniel Pennac acaba por ser “varrido” numa peça sonora e visual sem tempo nem espaço físico. A partir destas novas interpretações dos objectos e fenómenos artísticos , bem como da progressiva assimilação e integração da arte às novas tecnologias, a própria idéia de ‘obra de arte’ sofre uma transformação conceptual, na medida em que, pela sua condição aberta e formativa (permite a experiência), afastando-se da sua acepção hermética e intuitiva.

Existe algo de novo para mim nisto tudo, pois nunca apresentei um trabalho similar, apesar da ligação constante do meu trabalho artístico com a tecnologia…

Resta-me agradecer ao Paulo Proença pela partilha da criação do conceito e companhia, ao José Moura por ter aceito o desafio, à Sonia Balasteiro e ao Semanário Sol pelos livros, à Silvia pela disponibilidade e ajuda e a todos aqueles que me aturaram no processo…

Até logo : )

http://entrelerdialogos.wix.com/instalacao

Acesso ao Campus

Metro Transportes do Sul – Estação Universidade

Ligação comboio da Ponte – Estação Pragal

http://www.fct.unl.pt/candidato/como-chegar-fct

Coordenadas GPS 38º 39′ 36” N/ 9º 12′ 11”

Acompanhe a Biblioteca da FCT/UNL na WEB 

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