…infelizmente parece que são dias em que morrem pessoas – como todos os outros dias e todas as outras pessoas…

Pela popularidade ou por termos uma espécie de sensação que as conhecemos de longa data, despedimo-nos e falamos de pessoas que nunca se cruzaram com o nosso espaço pessoal… e outras vezes, aquelas que realmente fizeram alguma vez parte da nossa vida, nem nos damos ao trabalho de mencionar…

Pois no dia de hoje, quero quebrar isso e em género de homenagem quero falar de alguém que fez parte da minha infância e com quem muitas vezes me cruzei: o Mestre Baú. E aqui sim, o termo Mestre ganha uma dimensão genuína e não de um qualquer tipo de grau académico…

Um Mestre na sua arte de bate chapas e dos carros… um pai, um pai amigo, um pai amigo dos amigos dos seus filhos… um amigo que tinha sempre uma piada, uma anedota para contar, um pontapé a dar na bola do nosso jogo, um piscar de olho, um sorriso ou 20 escudos para irmos comprar rebuçados… um homem generoso, grande em tamanho e no ser… um homem que me ajudou e nos ajudou a crescer, um homem que vou guardar para sempre e recordar-me do seu sorriso quando brincava comigo…

E este tempo leva a outros tempos que já foram, que nunca mais serão…
e todos aqueles que ainda têm de ir… até nós…
e tudo aquilo que irá desaparecer: artes, ofícios, maestrias, sabores, cheiros, sorrisos, expressões…

realmente non stop
realmente um vai e vem
realmente sempre a apreender
realmente sempre a reaprender
realmente viver

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