Nem sempre a boa disposição vence nesta batalha com o cinzentismo desta realidade onírica e empobrecida a cada momento… muitas vezes não consigo mesmo encontrar a realidade no meio disto…

Mas não chega este sentimento e este perceber no rosto dos outros o vazio e o receio… temos de sentir também na pele do coração!

Não nos chega esta falta de horizonte… Como temos de deixar ir, quem em procura de novos horizontes vai…

E dói!

Não, não estou revoltado – acho que nem vale a pena esse tipo de energia… Mas quando uma sister tem de agarrar na mala de viagem, no puto e fazer-se à estrada até ao outro lado do hemisfério, percebemos no pelo do coração o que é a dor da emigração e o aconchego dum falso saudosismo…

Não chega esse alguém mais chegado! Não, não chega! E até por uma estação de rádio fico a saber numa entrevista que outro amigo, vai em Janeiro na procura de novos horizontes…Mais um!, que exactamente são três…

E pergunto-me: quantos serão ao todo? Quantos ficaram cá? O que será cá?

1 thought on “

  1. Sara

    Cá estamos,… cansados mas vivos, do outro lado do planeta onde é dia quando aí é de noite e vice-versa. Até agora o que doeu mais foi ver a cara do Bilal a olhar pela janela deste 23º andar com um ar muito espantado e depois pegar no livro e ficar a apontar a vaca vezes sem conta com um ar muito nostálgico… Mas tudo bem, havemos de nos adaptar ao cimento… Beijos grandes para ti brô. Fica bem

    Responder

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