Antígona em NY.

No frio que não se sente, o teatro rumina na própria vida a sua existência, as suas intermináveis inquietações, ansiedades e interrogações…

Sentado num banco, tentando não responder ao tempo, ao espaço e ao interesse pelo que seja, um Sasha percorre o vazio numa tentativa de recriar a própria vida.

Nesse estado vou-me sentindo e acordando, quando tento perceber o que é a vida e as vidas que me fazem vida. As relações e interacções e as trocas de energia são sempre a trama, da vida.

Sentado num banco, tentando imaginar que tudo o que esteve e está por detrás não existe, mas sim uma outra Nova Iorque, num outro jardim que não tenha oliveiras…

Nestes estados o teatro vive ele mesmo por si.

E se os faróis dos carros que passam nos olhos, misturam a realidade com a peça… quando de lá se sai, a trama da vida das vidas de lá, faz-nos sombra na própria vida de cá…

Detrás da cortina olham e vêm… do lado de quem é visto, não se vê… mas sente-se a vida e a trama das vidas que nos vão ver… e mesmo não vendo, nem sabendo quem nos vê, faz falta sentir… porque na trama, da vida, estão todas e qualquer uma das nossas vidas

O teatro faz refresh, carrega e descarrega.

 

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