E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos
E por vezes encontramos de nós em poucos meses o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes ao tomarmos o gosto aos oceanos só o sarro das noites não dos meses lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira
Este poema integrou e deu nome ao primeiro espectáculo da Asta.
E por vezes… já lá vão 10 anos.

A todos que directa ou indirectamente fizeram e fazem a Asta crescer e em especial ao Sergio e à Carmo, muito obrigado! 🙂

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